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sexta-feira, 8 de março de 2013

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Salto alto

E não é que o Face também é cultura!?!
 
Achei essa imagem publicada pelo "Osteopatia Y Pilates" que ilustra muito bem a alteração biomecânica e consequentes danos, causados pelo uso de sapatos com salto alto.
 

 
É possível observar que o peso corporal se dissipa no solo pela cartilagem da cabeça dos metatarsos (ossos antes dos ossos dos dedos dos pés), continuamente! Normalmente, com o toda a sola do pé apoiada no solo, esta cartilagem fica protegida de impacto. Com o uso do salto, essa alteração da biomecanica nos pés podem causar a METATARSALGIA, ou seja, dor na região da cabeça dos metatarsos (região avermelhada na sola do pé, mostrada na figura), geralmente acompanhada de calosidades também nessa região.
 
Outras deformidades também podem acontecer devido a essa alteração biomecanica mantida por tempo prolongado, como os artelhos em garra (dedos do pé "encolhidos"). Não só sapatos de salto alto, mas qualquer modelo de calçado apertado.
 
Associado ao salto alto, não raro o sapato apresenta um estreitamento acentuado na ponta, o "bico fino". Essa caracteristica provoca o HÁLUX VALGO, popularmente conhecido como "JOANETE". Esse "desvio" moldado pelo uso continuo sapato também pode afetar os outros artelhos além do hálux (dedão).

A foto abaixo chega a dar uma certa aflição... Modinha no Japão, será que dá pra usar o modelo preto, uns cinco minutos sem gritar de dor?????



E as alterações que ocorrem na postura como um todo? Afinal o salto modifica a base do corpo! Ae já assunto para outro post...
 
Importante ressaltar que essas disfunções, que geram tanto incomodo ou dor, podem ser tratadas com a TERAPIA MANUAL e quando necessário PALMILHAS POSTURAIS, sendo as intervenções cirurgicas opção em casos extremos.
 
Como sempre, estou a disposição para maiores esclarecimentos.
 
Aquele abraço!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Neuroma de Morton

Desde que comecei a veicular cartazes e folders citando indicações para palmilhas proprioceptivas, recebi vários e-mails (e também "ao vivo e a cores") questionando: O QUE É NEUROMA DE MORTON?



Pois bem, achei um artigo da Acta Ortopédica Brasileira de 2005, que na sua introdução o explica muito bem. Segue o trecho:


“(...)O neuroma de Morton foi descrito por Thomas Morton em 1876, como uma lesão não neoplásica representada por fibrose perineural do nervo digital plantar. O nervo é afetado, em nível do espaço, entre as cabeças metatarsais e está freqüentemente associado à resposta inflamatória adjacente. A lesão ocorre com maior freqüência entre o terceiro e o quarto ossos metatarsais, e também entre o segundo e terceiro metatarsos, sendo incomum entre o primeiro e o segundo e raro entre o quarto e o quinto(1). A maior ocorrência no terceiro espaço se dá pelo fato de que este é o local mais freqüente da união entre os ramos lateral e medial dos nervos digitais plantares, que ficam engrossados e comprimidos no terceiro espaço. A maior mobilidade do quarto metatarso, em relação ao terceiro favorece a ocorrência de microtraumas(2).
Devido à predileção pelo sexo feminino, sugere-se que a lesão seja desencadeada pelo uso de sapato de salto alto, onde ocorre um aumento da pressão na cabeça dos metatarsos e conseqüentemente, compressão do nervo(2).
Clinicamente, o neuroma desenvolve dor característica no antepé, levando o paciente, em certas ocasiões, a retirar o sapato e massagear os dedos. A dor irradia-se para os dedos, podendo ocorrer fenômenos parestésicos nas áreas inervadas pelos ramos nervosos envolvidos e sensação de queimação, que podem ser agravados pelo uso de sapatos antifisiológicos(2).
No exame físico pode ser encontrado o sinal de Mulder, no qual o examinador realiza uma compressão látero-lateral do antepé, acompanhada de pressão na face plantar do terceiro espaço intermetatarsal. Quando positivo, ocorre estalido e ressalto doloroso resultante da movimentação brusca do neuroma no espaço entre as cabeças metatársicas(3).
Radiograficamente, não há imagem sugestiva, sendo a radiografia útil para o diagnóstico de outras patologias que causam metatarsalgia.
Ao ultrassom, a lesão aparece como forma circular ou ovóide, bem definida, massa hipoecóica localizada justaproximal à cabeça metatarsal, no espaço intermetatarsal. Lesões menores de cinco milímetros podem ser difíceis de se observar ao exame ultrassonográfico(1).
Resultados de ultrassonografia comprovam que as massas foram encontradas no primeiro espaço em 8% dos casos, no segundo espaço em 44%, no terceiro espaço em 46% e no quarto espaço em 2% dos casos(4).
A ressonância magnética é um exame de imagem que certamente demonstra o neuroma, suas características e seu tamanho(5,6). Para visualização do neuroma, usam-se cortes oblíquos coronais com paciente em supino e pé em 20° de flexão plantar(7). A imagem é de uma massa bem localizada entre as cabeças metatarsais, com sinal de baixa intensidade em imagens T-1 e T-2. Em T-1, as se-qüências são mais úteis, pois o neuroma hipointenso está cercado de tecido gorduroso hiperintenso. A hipointensidade do neuroma é atribuída ao tecido fibroso(7,8).
O neuroma aparece, patologicamente, como um alargamento fusiforme do nervo digital plantar na sua bifurcação, com afilamento do fascículo epineural, fibrose perineural com grande quantidade de colágeno (corpos de Renaut) e perda de fibras mielinizadas(1).
O tratamento inicial do neuroma de Morton é direcionado para a mudança de hábito, quanto ao uso de calçados, dando preferência ao uso de salto menor e bico mais largo, sendo também instituído uso de antiinflamatórios não hormonais e fisioterapia de alongamento da fáscia plantar e flexores dos dedos, mais ultrassom. Podem ser usadas, como coadjuvante, palmilhas para supressão de carga na região metatarsal acometida, com barra retrocapital. Também pode ser utilizada injeção de esteróide ou de uma mistura de preparado de hidrocortisona e anestésico local, para produzir alívio que pode durar de semanas a meses(9).
Quando o tratamento conservador falha, outros métodos podem ser utilizados, incluindo neurólise e liberação cirúrgica do ligamento metatarsal transverso para descompressão(10).(...)”


Como sempre, não basta falar é preciso comprovar! Leia o artigo na íntegra:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-78522005000500011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Estudos sobre a Podoposturologia

Falar só não basta é preciso comprovar! Então vou começar a postar artigos científicos para apreciação dos interessados. Qualquer dúvida estou a disposição!


"Comparação da pressão plantar e dos sintomas osteomusculares por meio do uso de palmilhas customizadas e pré-fabricadas no ambiente de trabalho"

  Josiane S. Almeida, Guaracy Carvalho Filho, Carlos M. Pastre, Carlos R. Padovani, Rodrigo A. D. M. Martins

 Resumo
Objetivos: Comparar os efeitos do uso de dois tipos de palmilhas, customizadas e pré-fabricadas, sobre a descarga plantar de peso e o comportamento de sintomas osteomusculares em trabalhadoras de linha de montagem. Métodos: Ensaio randomizado com 27 mulheres que trabalhavam em postura ortostática estática, com média de idade de 30,3±7,09 e massa de 64,85±13,65 e que apresentavam sintomas osteomusculares. Inicialmente, aplicou-se o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares e coletaram-se as pressões plantares pelo sistema de baropodometria computadorizada (FootWork). Posteriormente, a casuística foi dividida em grupo controle (GC), que utilizou palmilha pré-fabricada e grupo intervenção (GI), que usou palmilha customizada de etilvinilacetato (EVA) durante oito semanas. Dados baropodométricos foram novamente coletados assim como a reaplicação do questionário. Resultados: Não houve diferença estatística significante na comparação entre grupos e dados baropodométricos. Notou-se, entretanto, mudança de comportamento nas variáveis de descarga em cada momento avaliado, assim como o aumento para as variáveis de média pressão de descarga e pressão plantar máxima (p<0,05). Também não foi mostrada diferença estatística significante para qualquer local anatômico entre os grupos nos diferentes momentos de avaliação. Observou-se que, dentro de cada grupo, houve redução dos níveis dolorosos na região dos pés e da coluna lombar, quando comparado momento inicial e final da intervenção (p<0,05). Conclusões: Ambas as palmilhas reduziram os níveis dos sintomas na coluna lombar e pé. Após oito semanas, houve aumento da pressão máxima e média das pressões nos pés e redução de área de superfície plantar, observados nas duas palmilhas.

Fonte: Rev Bras Fisioter, São Carlos, v. 13, n. 6, p. 542-8, nov./dez. 2009


Leia na integra:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000600012&lang=pt

segunda-feira, 21 de março de 2011

Em breve estarei iniciando os atendimentos em Itajubá.
Em quanto isso, navegue a vontade, conheça melhor o meu trabalho!
Qualquer dúvida entre em contato comigo.

Aquele abraço!